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07/03/2008
Cotação do arroz cai, mas segue valorizado
A cotação do arroz teve uma queda de 2,3 % nos primeiros seis dias do mês. Porém, o preço apresenta o melhor início de março dos últimos três anos, mês considerado baixista já que a nova safra começa a entrar nas indústrias. “O menor estoque de passagem desde 1999/2000 é um fator decisivo para uma expectativa favorável aos preços em 2008”, afirma o assessor de mercado do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Marco Tavares. Segundo o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca de 50 quilos, com 58% de grãos inteiros, está cotada a R$ 22,82 no Estado. “A partir de dezembro, o saldo de arroz ficou reduzido no setor privado e isso contribuiu para a recuperação dos preços no pico da entressafra”, diz Tavares. O assessor explica que, no final de fevereiro, quase não havia arroz com os produtores. “Mesmo com um aumento da produção haverá um quadro de oferta e demanda bem ajustado”, assinala. No dia 6 de março de 2006, por exemplo, a cotação do cereal estava em R$ 18,01. No mesmo dia de 2007, o preço de comercialização atingia R$ 19,59. Em fevereiro, a saca caiu mais de 8%, mas se manteve acima de R$ 22, valor considerado o preço mínimo de venda para a cultura do arroz. Para Tavares, a busca de alternativas para restringir a oferta na safra é uma estratégia indispensável nesta etapa da comercialização. Mas a pressão de oferta por parte dos produtores no período de colheita poderá ser minimizada em breve. Está prevista para a próxima semana, a votação do Orçamento da União que deverá incluir R$ 500 milhões para apoio a comercialização do arroz. Os recursos se dividem em Aquisições do Governo Federal (AGF) e para programas de sustentação de preços, como PEP, VEP e Pepro. Conforme Tavares, cerca de R$ 400 milhões em Empréstimos do Governo Federal (EGF) já foram liberados e os arrozeiros podem solicitar a verba nas agências do Banco do Brasil. Ainda estão disponíveis R$ 16,1 milhões do Banrisul. “A expectativa do setor é de que sejam liberados R$ 200 milhões por bancos privados”, finaliza. Com os recursos, será possível dar suporte a comercialização de 1,5 milhão de toneladas no Rio Grande do Sul.